Viagens invisíveis

Tenho estado ausente, mais uma vez, das redes sociais, pelo menos com publicações constantes, mas tenho aproveitado para viver, porque nem tudo o que fazemos tem de estar visível para os outros. E verdade seja dita, ninguém sabe a real vida que temos. Somos nós que controlamos o que vivemos da mesma forma que também somos nós que controlamos aquilo que queremos que os outros vejam.

Normalmente só mostramos/publicamos o que é bom ao ponto de fazer “inveja”, típico do ser humano!
Bem vindos ao mundo do social digital.
Já tive esta conversa com algumas pessoas mais próximas, portanto para esses não será nada de novo. Mas do meu lado, sei que tenho um potencial grande para criar conteúdo típico de “influencer”. Pois sou fotógrafo e como tal tenho conhecimento de imagem; tenho noções de marketing derivado à curiosidade e a algumas formações que surgiram pelo caminho; vivo um estilo de vida fora de um escritório com os horários típicos de trabalho fixos; tenho a oportunidade e vontade constante de viajar e sair de casa para fazer coisas giras, diferentes, “radicais” com conteúdos típicos do interesse das redes sociais, e com fácil exposição. Ando de bike, faço surf, caminhadas longas, frequento restaurantes constantemente, hotéis e campismos selvagens, entre muitas outras coisas das quais chamo típicas das redes sociais.

Contudo, há um grande dilema/discussão entre aquilo que faço/vivo e o quanto me quero expor!
É aí que me parece que entra a grande luta. Porque uma coisa que gosto mesmo é de fazer isso tudo, mas não gosto de ficar o tempo todo agarrado a um telemóvel ou computador a criar esses conteúdos. Ou mesmo quando estou a viver os momentos, a criar memórias e a disfrutar da vida, ter que “parar tudo” só para captar imagens “físicas” para criar esses tais conteúdos para fazer “inveja” aos visualizadores de redes sociais. Embora no meio disto tudo me dê prazer também ser e fazer aquilo que sou, fotógrafo! Daí haver uma discussão constante dentro da minha cabeça. E é daí também que surja uma das minhas palavras favoritas, EQUILÍBRIO.
Por isso, deixo aqui esta foto, e talvez mais algumas depois, sobre uma das minhas mais recentes viagens. Um saltinho a Menorca, um dos sítios dos quais tenho um passado bom, um sítio que me acolheu para viver algum tempo num período de “re-crescimento”. Também para visitar amigos e mostrar o que conheço da ilha a quem me acompanhou.

Foi uma viagem que sofreu umas alterações de última hora, não me deixando aproveitar tudo o que era suposto, mas assim só fez com que tenha posto na cabeça que tenho de lá ir novamente em breve.

Um muito obrigado a quem me recebeu da melhor forma (como sempre) e a quem me fez companhia.

Até já, algures por aí…

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